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Tema: Artigos

Vítima eu ???


O-lobo-em-pele-de-cordeiro "Diga-me o que você condena que eu te direi o que teme desejar"

Quero falar sobre um assunto bastante polêmico, falando sobre a distinção entre duas posturas – entre a vítima e a vitimização. Claro que não tenho com isso o objetivo de desqualificar o sofrimento ou o sentimento das pessoas, mas sim esclarecer sobre os aspectos inconscientes que levam a posturas diferentes.

A vítima é alguém que sofre uma agressão. Aquele que agride é o agressor. Mas é interessante colocar que, psicologicamente falando, todos temos uma parcela vítima, uma parcela agressora e uma parcela salvadora em nós mesmos e transitamos por esses papeis indefinidamente ao longo de nossas vidas, ora num ponto, ora em outro.

Jung (fala-se Iungue), psicanalista contemporâneo a Freud, deixou-nos uma informação muito rica, através de seus estudos e observações. Ele notou que tudo o que aparece de forma consciênte apresenta um oposto inconsciente na mesma proporção de forças. Por exemplo: se conscientemente eu tenho um sentimento de vitimização, inconscientemente eu também tenho o sentimento agressor.

Posso exemplificar também da seguinte forma: se eu tenho forte em mim um sentimento de ódio manifesto, tenho na mesma proporção um sentimento de amor escondido; se o sentimento aparente é o de medo, tenho na mesma proporção inconscientemente a coragem. Eu me identifico com meu Ego, a minha Sombra vai trazer o meu oposto dentro de mim.

Isso acontece porque aprendemos ao longo da vida, por motivos diversos a esconder algumas coisas e expressarmos outras, de acordo com aquilo que era aprovado ou não dentro da nossa família quando crianças.

Diz uma antiga tradição gnóstica que não inventamos as coisas, apenas as relembramos. Com isso estou falando das crenças que são construídas na infância, que acabam reverberando na vida adulta e que ditam as normas e regras de quem eu sou, do que penso e que comportamentos tenho.

Enchendo a Grande Sacola Invisível

Quando pequenos, com um ou dois anos de idade, temos uma maleabilidade enorme, podemos tudo e fazemos tudo, mas um dia "percebemos" que o papai e a mamãe não apreciam certas coisas e também algumas coisas também não são possíveis dentro da sociedade.

Dessa forma os pais começam a "moldar", ditar regras de comportamento de acordo com o que aprenderam do seus próprios pais e também com aquilo que eles atualizaram e avaliaram que não é algo legal. Assim eles dizem: "Você não consegue ficar quieto?" ou "Não é bonito bater no teu irmãozinho".

Vejam que nada demais foi falado, mas nesse momento a criança se "percebe" inadequada e imaginando que toda a criança tem uma sacola invisível atrás das costas e para manter o amor dos pais, a criança deposita uma parte dela que o pai demonstrou não aprovar dentro desta sacola. Desse período de quando começamos a andar e a falar, até o momento de irmos a escola, esta sacola já é bastante grande.

Sabemos (nós psicólogos, psicanalistas e estudiosos do desenvolvimento humano infantil) de que a formação do caráter se dá até uns 7 anos de vida aproximadamente e desse período em diante a personalidade se forma ao redor deste caráter. Metaforicamente falando é como se o rosto fosse o caráter e a máscara a personalidade que se acomoda quase que perfeitamente.

A modelagem de uma pessoa começa, então, em primeiro lugar dentro da família e depois na sociedade, refletida pela escola, igrejas, convívio com as famílias de amiguinhos, etc. Chegando na escola o processo continua e o professor diz: "O bom menino não fica bravo com coisas bobas", e a criança guarda a raiva dela na sacola. Veja que ser agressivo não é algo estimulado por ninguém, por isso aparentemente está sendo feito o correto colocar a raiva na sacola.

Mas não é bem assim que funciona. Tirar da vista, não entrar em contato, reprimir um sentimento, não significa que ele deixou de existir. Ele continua existindo, mas dentro da pessoa que reprimiu. A sociedade não vê, os pais não percebem, mas a criança sente a raiva e como ela não pode ser "jogada" para fora, ela a "joga" para dentro.

Com isso a criança pode manifestar doenças, fobias, pode mentir com muita frequência, não sabe dizer não, ser frequentemente agredido pelas pessoas, se automutilar, desenvolver várias patologias emocionais, das mais variáveis, até chegar ao ponto de matar ou suicidar-se.

Não é raro ouvir nos noticiários casos de pessoas que mataram a namorada, familiares ou tiraram a própria vida e serem ditas pessoas, calmas, boas, tranquilas, etc. A agressividade estava represada, reprimida e num acesso de fúria incontido toda a sua raiva de anos veio à tona sem controle algum.

Na adolescência o processo de guardar as coisas na sacola invisível já não é só feito pela insatisfação dos familiares e professores, com ele, mas também feito pelo próprio grupo etário que ele faz parte. E assim uma grande máscara começa "aparecer" para se "parecer" com o líder do grupo, para ser aceito, respeitado, paquerado, etc. Tudo forma de não ser rejeitado e não perder a atenção do grupo.

Nesse período são tantas as cobranças, ter que ser o melhor da sala, saber jogar o futebol para o campeonato do clube, ser a garota mais badalada, mais magra e na moda, ter os melhores produtos de grifes que representam o status social alto, etc.

Sacola Cheia e os seus Resultados

Quem são esses? São aquelas crianças maleáveis que tudo podiam e faziam? Não! Foram moldadas pelas necessidades e crenças familiares e sociais e aos 20 anos conservam muito pouco de sua originalidade e espontaneidade. Onde está a grande parte disso? Na sacola invisível. Um rapaz com uma pequena fatia do que restou e uma garota também com uma pequena fatia, sendo que o restante está nas sacolas de ambos, acabam se conhecendo e resolvem se casar.

Mesmo unidos os dois não formam uma pessoa. São muitas faltas nele e muitas faltas nela e um busca no outro a complementação que não precisaria vir do outro, mas bastaria olhar dentro da sacola e retirar para o seu uso, mas isso não acontece em vários casos, por falta de consciência, por falta de conhecimento, outras vezes por preconceito e portanto não pede ajuda a um profissional, porque acha que "roupa suja" se lava em casa e assim a vida passa e as coisas não andam e não vão pra frente e sempre aquele "papo" de que não tem sorte, que as coisas para ele ou para ela não acontecem, que são vítimas da vida e assim vão os pensamentos para longe do ponto principal.

É claro que os pais buscaram fazer o melhor e pensando numa educação dentro dos parâmetros normais, sem excessos de rigidez e sem as faltas de limites e completo abandono por parte dos pais, esses são os costumes normais, mas que para a criança em formação e sem recursos acabam refletindo de forma negativa e afetando a vida adulta, mas na vida adulta é preciso refletir sobre os aprendizados da vida e analisar que nem tudo que foi aprendido na infância, ainda serve para a vida adulta.

Seria o mesmo que manter as mesmas roupas de quando criança e usar na vida adulta. Elas já não servem mais e precisam ser trocadas. Essa análise é individual e cada percepção de crença poderá levar a uma transformação de pensamentos e atitudes que funcionará como a retirada de uma trava da vida.

Cada cultura enche a sacola com conteúdos diferentes, por exemplo, algumas religiões entendem a sexualidade como algo proibido e somente pode existir com o propósito de procriação, nesse tipo de cultura a sexualidade é reprimida e irá para a sacola, assim como muito da espontaneidade, da segurança, da leveza de ser, etc. Que tipos de reflexos futuros isso poderá ocasionar? Pense que uma grande parte foi pra sacola, mas não deixou de existir, somente está lá fazendo força e refletindo energia dentro de você, mas sem poder ser liberado.

Esse é somente um exemplo de cultura, cada família tem a sua própria cultura. É preciso observar e analisar o que foi "proibido" e "permitido" durante o seu desenvolvimento como ser humano, para poder entender os reflexos nos dias atuais.

A Metáfora de Compreensão

Numa noite, Robert Louis Stevenson acordou e contou para sua mulher um pedaço do sonho que teve e ela o convenceu a escrever uma história sobre o sonho que se tornou "Dr. Jekyll e Mr. Hyde". O lado agradável da nossa personalidade torna-se na nossa cultura idealista, cada vez mais agradável. A história retrata um médico que só pensa em fazer o bem, em termos morais e éticos ele é maravilhoso, mas a substância na sua "sacola" assume personalidade própria. A substância trancada na sacola aparece, certo dia, em uma outra parte da cidade. Ela está cheia de raiva e, quando é vista, tem a forma e os movimentos de um monstro.

O que essa história conta é que quando colocamos uma parte de nós na sacola, essa parte regride. Retrocede ao barbarismo. Imagine um rapaz que lacra a sacola aos 20 anos e espera uns quinze ou vinte anos para reabri-la. O que ele irá encontrar? É triste, mas toda a sexualidade, selvageria, impulsividade, raiva e liberdade que ele colocou na sacola regrediram, não apenas seu temperamento se tornou primitivo como elas agora são hostis à pessoa que abre a sacola.

O homem ou mulher que abre a sacola aos 45 anos sentem medo, eles dão uma olhada e veem a sombra de um monstro se esgueirando contra a parede, não é de se admirar que tenha medo. Estou colocando em sentido figurado para que seja compreendido os motivos de não enfrentamento das dificuldades.

Para finalizar: ninguém é vítima, nem algoz, nem salvador. Todos são papeis que podem pertencer a uma única pessoa em vários momentos da vida. E isso não é errado, nem ruim, nem falta de personalidade, mas sim é ser íntegro. Integridade não no sentido moral, mas de totalidade.

Podemos ser muitos e somos muitos. Um sentimento não anula o outro. Ser amoroso, não impede de ter raiva, ser tolerante e amigável não significa que não se pode dizer "não", eu não quero assim, ter raiva e ter agressividade não leva as vias de fato, desde que se entre em contato com essas potencialidades. O que impede a consciência e o uso adequado de qualquer das emoções e a falta de autocontrole é a repressão.

Dica pra Toda a Vida
Tratamento_de_Choque

Uma regrinha básica para guardar para toda a vida: "O lado de fora é um espelho que reflete o lado de dentro."

Você quer entender os motivos de não ter sucesso profissional, de não ter bons relacionamentos amorosos, de sentir-se vítima, etc., faça terapia e com a ajuda de um profissional você poderá compreender as suas travas internas que estão impedindo você de chegar onde quer.

Veja o Filme: "Tratamento de Choque"



"Todos homem tem uma sombra e, quanto menos ela se incorporar à sua vida consciente, mais escura e densa ela será.
De todo modo, ela forma uma trava inconsciente que frustra nossas melhores intenções".

C. G Jung


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