Participe do nosso site!
Login:Esqueci a senha
Senha:
 
Psicologia, Psicanálise e Desenvolvimento Humano
Constelação Familiar • Hipnose • Visualização Criativa
Terapia em Grupo e Individual • Presencial e pela Internet
Cursos • Workshops
Expediente
Página inicial
Apresentação
Currículo Profissional
Na mídia...
Fale Conosco
Cadastramento
Para Você...
Artigos
Mensagens para Reflexão
Ler e Assistir na Cama
Material de Apoio aos Livros
Exercícios
Atendimentos
Psicologia
Psicanálise
Florais de Bach
Consultório Novo Equilíbrio
Consultório Virtual
Grupo de Orientação

 

Tema: Material de Apoio dos Livros

Adicional do Livro “Dossiê Jung” - I


Abaixo descrevo parte do capítulo 2 do livro "Dossiê Jung":

...no ano de 1909, Jung foi convidado a fazer conferências sobre a experiência de associações, e, independentemente dele, Freud também foi convidado. Decidiram fazer a viagem juntos, e Sandór Ferenczi, psicanalista, discípulo de Freud, estava com eles. Estavam em Bremen e Jung demonstrava o tempo todo, interesse em ver os "cadáveres dos pântanos"...O interesse contínuo de Jung nesse assunto enervou Freud, que perguntava o porquê de Jung falar tanto dos tais "cadáveres dos pântanos". E falando exatamente dessa questão, com muita raiva, Freud tem uma síncope. Quando voltou a si, mais tarde, ele disse a Jung que estava certo de que seu interesse em falar dos cadáveres significava que o pupilo desejava a morte do mestre. Jung ficou totalmente surpreso com essa idéia e, mais ainda, com a intensidade das fantasias de Freud, que chegavam ao ponto de lhe causar desmaios.

Houve outra situação, em 1912, muito parecida com essa, quando Freud falava de Amenofis IV, dizendo que este era um filho com postura negativa em relação ao pai. Isso provocou em Jung irritação, teve início um bate boca, e, num certo momento, o que se viu foi Freud escorregando pra debaixo da mesa. Acabara de desmaiar. Jung o carregou no colo até seu quarto, e, enquanto o carregava, Freud voltava a si e o olhava com profunda aflição, um olhar que Jung comenta que jamais esqueceria. Não se sabia o que havia acontecido, um clima pesado pairava no ar. Jung tinha certeza de que, nas duas vezes que presenciou as síncopes de Freud, elas estavam relacionadas à fantasia do desejo de matar o pai.

Aqui vão duas curiosidades interessantes, não relacionadas ao tema, mas nem por isso menos interessantes:

1ª: Eles estavam fazendo uma viagem de navio e esses cadáveres que tanto Jung falava eram encontrados em algumas regiões do norte da Alemanha. Tratava-se de homens que se afogaram nos pântanos, ou que lá foram enterrados. As águas desses pântanos tinham um ácido vegetal que corroia os ossos ao mesmo tempo em que curtia a pele e os cabelos dos mortos, conservando-os em perfeito estado. A Turfa é um material de origem vegetal encontrado geralmente em regiões pantanosas, que libera, entre outras coisas, fenóis, ácidos húmicos, ácido tânico e outras tantas substâncias que acidificam a água. Essa água, acabava produzindo naturalmente o processo de mumificação. Sob o peso da turfa, os cadáveres ficavam comprimidos e achatados completamente. Esses cadáveres são encontrados às vezes quando se extrai a turfa. Muitos desses cadáveres datavam da pré-história e esse tipo de assunto para Jung era profundamente interessante.

2ª: Para quem não conhece a história de Amenófis IV, ele também era conhecido como Amenhotep IV e mais tarde mudou seu nome para Akhenaton, foi um grande faraó, casado com a famosa rainha Nefertiti. Amenófis IV era filho do faraó Amenófis III e da rainha Tii.

Amenófis IV, foi coroado faraó aos 15 anos de idade, assumindo o poder e co-regência com seu pai durante oito anos. Nos primeiros anos Amenófis IV, desejando fazer uma revolução e se afastar dos sacerdotes de Tebas que adoravam vários deuses para estabelecer uma cultura monoteísta, é contido por seu pai.

Seu pai controla sua impetuosidade e o impede, mas com a ajuda de sua mãe ele aos poucos, ao longo de quatro anos, gradativamente vai se afastando dos sacerdotes e por fim inicia a grande revolução que desejava a tanto tempo e proclama sua intenção de realizar a cerimônia religiosa de regeneração - denominada "festa-sed" na qual o faraó "se recarrega". Para este ritual mágico, manda construir um templo para Aton e adota o nome de Akhenaton, o filho do sol.

O significado deste ritual é profundo dentro da cultura egípcia. O faraó indicava claramente que Aton passava à condição de deus do Egito, rompendo com os sacerdotes de Tebas. No templo de Aton, pela primeira vez, o deus não tinha rosto, sendo representado pelo Disco Solar. Aton era o sol que iluminava a vida de todos. Imediatamente após essa revolução ele passa a ser conhecido como o faraó herético.

   Comentários

Nenhum comentário até o momento. Seja o primeiro a comentar este artigo!!
Os comentários são moderados, serão analisados pela nossa equipe antes da publicação.


Mais tópicos relacionados:

Adicional do Livro “Dossiê Jung” - I

Adicional do Livro “Dossiê Jung” - II


Novo Equilíbrio - Tel.: (11) 2605-3166 - E-mail: contato@novoequilibrio.com.br