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Tema: Psicologia

Psicologia Transpessoal - 4ª Força da Psicologia


Em meados da década de sessenta, durante o rápido desenvolvimento da pisologia humanista, com Maslow e Rogers, alguns psicólogos e psiquiatras começaram a discutir quais os limites e características a que seria possível chegar o potencial da consciência humana. Muitos pesquisadores achavam que a visão da psiquê dada pela Piscanálise e pelo Behaviorismo eram, no mínimo, bastante simplificadas e reducionistas, não explicando uma grande gama de fenômenos mentais que escapavam e muito do campo de alcance de tais teorias. E a psiquiatria dava ainda menos clareza sobre uma ampla gama de estados de consciência claramente chocantes e, ao mesmo tempo, fascinantes, que não podiam se restringir unicamente a história orgânico-biográfica de alguns pacientes. Ademais, existiam pessoas de grande capacidade humana que possuíam experiências de consciência que não se enquadravam nas teorias vigentes da Psicologia. Daí a necessidade de estudar os estados não-ordinários positivos, ou "Transpessoais", de percepção e consciência...

A grande maioria dos teóricos da Personalidade toma por fundamento básico a consciência em estado de vigília ou consciência normal, como sendo a única possibilidade de nível de percepção cognitiva. As características básicas desta consciência normal, é que a pessoa "sabe quem é", tem perfeita noção de si mesma como uma individualidade, e seu sentido de identidade é estável. Ou seja, a pessoa tem uma idéia clara de ser uma individualidade diferenciada do meio que a cerca. Estudos vários sobre a imagem corporal e do sentido do ego concluem que qualquer desvio desses limites é um grave sintoma psicopatológico. Só que tal conclusão começou a ser seriamente questionada com vários relatos e pesquisas sérias realizadas em várias partes do mundo.

As vezes, experiências correlacionadas com um declínio de uma psicopatologia e com a restauração da saúde psíquica pode muito bem expor experiências subjetivas que ultrapassam e muito os chamados limites normais do ego. O resultado destas pesquisas envolvendo muitos psiquiatras e psicólogos famosos da época, levantou uma séria questão: seria possível que algumas das distinções que mantemos entre nós mesmos e o resto do mundo sejam arbitrárias e/ou culturamente condicionadas? Talvez a consciência humana seja um vasto campo ou espectro, semelhante ao espectro eletromagnético, onde cada "frequência" expressaria um modo de percepção, muito mais que um conjunto firme de traços ou características rigidamente definidas de expressão, já que em certas experiências, algumas delas envolvendo psicodélicos ou drogas psicoativas, a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com sua identidade do ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências no mundo convencional.

Pois bem, esta compreensão aprofundada do "espectro" da consciência é melhor dada por uma área bastante recente da Psicologia, denominada Psicologia Transpessoal, ou a Psicologia dos Estados de Consciência, sendo que a denominação "Transpessoal" significa "para além dos limites do pessoal", este pessoal, entenda-se, se referindo a uma pequena parte de nossa consciência "consciente", classicamente denominada "ego".

A abordagem Transpessoal é uma área da psicologia que estuda as possibilidades psíquicas (mentais, emocionais, intuitivas e somato-sensoriais) do ser humano pelos diferentes estados ou graus de consciência pelos quais passa a pessoa (para se ter idéia do que seja estados de consciência, lembre-se que o estado de consciência de quando se está acordado é diferente do estado de consciência de quando se está dormindo; que o estado de consciência de quando se resolve um problema de matemática é diferente de quando se assisti a um filme, etc.). Em cada um destes estados de consciência (que são vários, alguns ainda desconhecidos) é experimentada uma forma diferente de se perceber ou interpretar a realidade (quando estamos com raiva ou frustrados, percebemos o mundo de uma maneira muitíssimo diferente de quando estamos apaixonados).

A Psicologia Transpessoal, portanto, volta-se para o estudo destes diversos estados de consciência, não os encarando como contrários, mas como complementares, dando porém, especial ênfase para aqueles estados de consciência superiores, espirituais ou "transpessoais", porque em tais estados, o sentimento de separação e de egoísmo torna-se um segundo plano em relação a um sentimento e identificação mais ampla, cooperativa, fraternal, transpessoal para com todos os seres vivos (consciência crística, búdica, nirvânica, universal ou ecológica). E foram exatamente os grandes mestres, quer religiosos (Cristo, Buda, Francisco de Assis), quer científicos (Einstein, Tesla, Heisenberg), quer políticos (Gandhi, Luther King), quer artísticos (Bach, Da Vinci) que experimentaram, em graus variáveis, picos de "Consciência Cósmica" que mudaram não só suas próprias percepções da realidade, como ajudaram a outros (embora de modo diferente, pois a experiência não pode ser facilmente posta em palavras) a atingirem ao menos uma intuição desta "outra maneira de ver e sentir" o mundo, natural e humano.

Vejamos esta descrição, feita por Stanislav Grof, de experiências correlacionadas com o declínio de uma patologia, com comentários de Fadiman & Frager:

"No estado de consciência "normal" ou usual, o indivíduo se experimenta existindo dentro dos limites de seu corpo físico (a imagem corporal), e sua percepção do meio ambiente é restringida pela extensão, fisicamente determinada, de seus órgãos de percepção externa; tanto a percepção interna quanto a percepção do meio ambiente estão confinadas dentro dos limites do espaço e do tempo. Em experiências psicodélicas (área explorada por Grof em fins dos anos 50, na Tchecoslováquia, e nos anos 60 nos EUA) de cunho transpessoais, uma ou várias destas limitações parecem ser transcendidas (este fenômeno também se encontra, de modo esporádico, nas várias terapias psicológicas, tendo recebido nomes como "Experiências Oceânicas" em Freud, "Experiências Culminates" em Maslow, "Consciência Cósmica", em Weil, "Experiência Mística", etc). Em alguns casos, o sujeito experiencia um afrouxamento de seus limites usuais de ego e sua consciência e autopercepção parecem expandir-se para incluir e abranger outros indivíduos e elementos do mundo externo. Em outros casos, ele continua experienciando sua própria identidade, mas numa percepção de tempo diferente, num lugar diferente ou em um diferente contexto. Ainda em outros casos, o indivíduo pode experienciar uma completa perda de sua própria identidade egóica e uma total identificação com a consciência de uma 'outra' entidade. Finalmente, numa categoria bastante ampla destas experiências psicodélicas transpessoais (experiências arquetípicas, união com Deus, etc.), a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com a sua identidade de ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências do mundo tridimensional".

São, então estas experiências, bem como suas conseqüências no comportamento humano, que são o foco central da Psicologia Transpessoal.

Muitos renomados psicólogos humanísticos e alguns psiquiatras insatisfeitos com a abordagem excessivamente mecanicista e biomédica de sua disciplina mostram crescente interesse por áreas de estudo anteriormente negligenciadas, e por tópicos de psicologia próximas destes estados-alterados de consciência, como, por exemplo, as experiências místicas, ou de consciência de transe.

As tendências isoladas, começaram a se unir, graças aos trabalhos de Abraham Maslow e Anthony Sutich, o que acabou por consolidar a chamada Quarta Força da Psicologia (esta classificação é feita com base em características próprias de cada escola, não pelo contexto histórico. Assim Primeira Força seria o Behaviorismo, a Segunda a Psicanálise, a Terceira o Humanismo). Foi assim que nasceu a Psicologia Transpessoal, como disciplina autônoma, em 1968, com a união de Victor Frankl, Stanislav Grof, James Fadiman e Antony Sutich à Maslow, mas as tendências deste movimento já existiam. Por exemplo, Carl Gustav Jung, Roberto Assagioli já haviam lançado as bases para o movimento transpessoal, assim como Maslow. Outros psicólogos como Carl Rogers, acabaram, na evolução de seu trabalho e de sua prática clínica, por se encontrarem com dimensões transcendentes trazidas à tona por clientes e grupos terapêuticos.

Segue as palavras de Maslow anunciando o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal:

"Devo também dizer que considero a Psicologia Humanística, ou Terceira Força da Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Força ainda "mais elevada", transpessoal, transumana, centrada mais na ecologia universal do que nas necessidades e interesses restritos ao ego, indo além da identidade, da individuação e congêneres... Necessitamos de algo "maior do que somos", que seja respeitado por nós mesmos e a que nos entreguemos num novo sentido, naturalista, empírico, não-eclesiástico, talvez como Thoreau e Whitman, William James e John Dewey fizeram".

   Comentários
Nossos leitores já fizeram 3 comentários sobre este artigo:
 

De: Beth (em 04/11/2011 - 14:22)
A abordagem é...
Olá Débora, a Gestalt Terapia faz parte da Abordagem Humanista e os outros teóricos tbém. Abraços,

De: Débora Cristina de Abreu Araújo (em 30/10/2011 - 14:03)
Abordagens da Psicologia
Oi gostaria de saber em qual força se enquadra Gestalt,Vygotsky, Piaget e outros.

De: CARLOS EDUARDO FERREIRA BOQUADY (em 05/05/2010 - 17:59)
PSICOLOGIA DO FUTURO
Maslou com certeza é um visionário da PSICOLOGIA. Leiam a série Psicologica ditada por Joana de Angelis através da Psicografia de Divaldo Franco e encontrem mais referências sobre a Psicologia Transpessoal.
Parabéns ao Novo Equilibrio por postar um artigo esclarecedor, futurista e que tira o véu da ignorância sobre o assunto.

CARLOS EDUARDO FERREIRA BOQUADY
ACADÊMICO DO 3 PERÍODO DE PSICOLOGIA DA UNIPAC - TEÓFILO OTONI - MG

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